Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket O Tronco da Teia

terça-feira, setembro 30, 2003

1:23 da tarde
Elia Kazan
(1909-2003)


















Obrigado por "Um Eléctrico Chamado Desejo", obrigado por "Há Lodo no Cais", obrigado por "A Leste do Paraíso", obrigado por "Quando o Rio se Enfurece", obrigado por "Esplendor na Relva", obrigado por "America, America", obrigado por "Baby Doll", obrigado por "O Último Magnata".

|

Por Eduardo D. Madeira Jr.

quinta-feira, setembro 18, 2003

12:59 da manhã
AVISO - QUEM LER ESTE POST PODE NÃO QUERER VER O FILME
(contém ainda revelações sobre o "argumento" - as aspas não são por acaso)

A última cruzada em busca do berço
da vida perdido dentro da arca

Como os nossos fiéis visitantes sabem, “O Tronco da Teia” tem dedicado o seu espaço a recuperar para o presente alguns objectos esquecidos da cinematografia mundial e não tem falado de filmes em exibição nas salas portuguesas. Mas hoje abrimos uma excepção para falar mais em pormenor de “Lara Croft: Tomb Raider – O Berço da Vida”, o mais recente “opus” (o segundo) das aventuras da arqueóloga com formas generosas dos videojogos Lara Croft.
Nada temos contra Lara Croft ou Angelina Jolie, mas para imitações de Indiana Jones já vimos muito melhor. A evitar sem reservas. Se querem ver filmes de aventuras e o vosso vídeo já não aceita as vossas cópias dos filmes do Dr. Jones ( a edição em DVD está quase a chegar) por tão gastas que estão, revejam, por exemplo, “Em Busca da Esmeralda Perdida”. Se estiverem mesmo desesperados, podem recorrer a “A Múmia” ou “A Múmia Regressa” para ficarem minimamente saciados.


“Lara Croft: Tomb Raider – O Berço da Vida”
(“Lara Croft: Tomb Raider – The Cradle of Life”)
Ano: 2003
Realizador: Jan de Bont
Actores: Angelina Jolie (Lara Croft), Gerald Butler (Terry Sheridan), Cíaran Hinds (Jonathan Reiss), Chris Barrie (Hillary), Noah Taylor (Bryce) e Djimon Housou (Kosa)
Em exibição nas salas portuguesas. Se depois de lerem este post, ainda sentirem uma absoluta necessidade de ver o filme, não vão à Sala do Vasco da Gama, onde a qualidade de imagem é péssima.

Sim, o primeiro filme já não era grande coisa e, se Lara Croft não fosse uma marca para garantir muitos milhões antes do filme estrear, nada justificava uma sequela. Mas as brilhantes e originais mentes pertença dos executivos de Hollywood não pensam assim e resolveram investir em mais aventuras da heroína das consolas e dos computadores pessoais. Angelina Jolie, sem dúvida, olhou para o cheque, assinou de cruz e não leu o argumento. Os rapazes da Universal acharam por bem contratar o bom do Jan de Bont (que mostrou alguma competência com “Speed” e “Twister”), responsável por esses grandes sucessos do público e da crítica chamados “Speed 2” e “A Mansão”. Assim chegamos a “O Berço da Vida”.
Tudo começa quando Indiana Jones (perdão, Lara Croft) se embrenha na selva sul-americana (novo erro, fundo do mar) em busca de uma estátua de ouro (errado outra vez, é um globo/mapa), mas os nazis (contrabandistas chineses) vão atrás e ficam com o artefacto. Assim são os primeiros minutos de Lara Croft. Se não tivéssemos já visto isto em qualquer lado, até éramos capazes de achar alguma piada.
Enfim, continuando, Lara Croft consegue sair da armadilha submarina em que se meteu, mas os vilões deram cabo do seu veículo e das botijas de oxigénio. Enfrenta um tubarão cara-a-cara, dá-lhe um murro no nariz e agarra-se à sua (a do tubarão) barbatana para chegar à superfície, onde fica três dias a boiar até ser recolhida por um submarino.
Palavra puxa palavra e a nossa heroína lá descobre que tem tudo a ver com a Arca da Aliança (perdão, a Caixa de Pandora). Segue-se uma corrida contra o tempo em que Lara Croft e o seu companheiro, o perigoso terrorista escocês Terry Sheridan (um ex-militar preso por traição numa prisão do Cazaquistão), enquanto vão fazendo publicidade aos relógios Tissot, aos telemóveis Nokia e aos televisores Panasonic, passam pelas mais variadas situações e locais, que inclui saltar de um arranha-céus em construção em queda livre e planar durante quatro quilómetros, um fantástico salto com vara com um bambu que não se parte em Xangai. E sem esquecer esse autêntico milagre da comunicação que é ligar um telemóvel numa televisão em Hong Kong e comunicar sem problemas com o Reino Unido (de referir que a referida televisão é de plasma e está num minúsculo barco ancorado no porto de Hong Kong com uma família que parece ter poucas posses para se alimentar, quanto mais para investir em tecnologia de ponta).
O momento mais divertido do filme (acreditem, que é verdade): num centro comercial em Hong Kong, o vilão entra num elevador com dois ou três guarda-costas e segura a porta para deixar entra uma senhora e o filho. Depois das portas fechadas, o miúdo desata a carregar em todos os botões e o elevador para em todos os andares, enquanto vai olhando sorridente para o mauzão.
Quando assistimos a um filme destes, não estamos à espera de uma coisa coerente, estamos preparados para tudo. Senão os filmes de James Bond nunca teriam tido o sucesso que tiveram. Enfim, de qualquer forma tudo seria mais suportável se tivéssemos uma visão mais próxima dos atributos de Angelina Jolie. Mas nem isso conseguiram rentabilizar.

|

Por Eduardo D. Madeira Jr.

terça-feira, setembro 16, 2003

6:28 da tarde
Travesti da Transilvânia Transexual




Ainda vão a tempo de assistir hoje terça-feira a uma rara exibição em salas portuguesas de "The Rocky Horror Picture Show", a fabulosa ópera rock de um travesti extraterrestre, o Dr. Frankenfurter, e da sua criação (Rocky) para ser o seu amante homossexual. É hoje, às 21h30, na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa. Para quem não sabe onde é, fica na Rua Barata Salgueiro, uma transversal à Avenida da Liberdade.
Para não nos alongarmos muito sobre um dos maiores cultos underground da história do cinema, apenas dizemos que há cinemas nos EUA e no Reino Unido que se dedicam exclusivamente à exibição de "Rocky Horror". As salas estão sempre cheias e os espectadores vão vestidos como as personagens do filme e sabem os diálogos e canções de cor. Tim Curry é o Dr Frankenfurter, Susan Sarandon e Barry Bostwick são os ingénuos Janet e Brad e Meat Loaf é o motoqueiro alvo de uma lobotomia.
Ver este filme pode até ser um "guilty pleasure", "but isn't it nice?" "Lets do the time warp again"

|

Por Eduardo D. Madeira Jr.

quinta-feira, setembro 11, 2003

10:04 da tarde
Caveiras e ossos

Para quem pensava que “O Tronco da Teia” tinha fechado as suas portas de vez, sido raptado por extraterrestres ou convidado para trabalhar nos grandes estúdios de Hollywood, engane-se, pois estamos de volta e continuamos empenhados na nossa tarefa de arqueologia cinéfila a que nos propusemos no início, pedindo desde já as nossa mais sinceras desculpas aos cibernautas cinéfilos que têm desesperado por mais estreias aqui na nossa pequena sala de cinema.
Depois de um período de árdua meditação e de pesquisa pelos mais recônditos cantos das mais obscuras cinematografias mundiais, e aproveitando a recente estreia de “Piratas das Caraíbas – A Maldição do Pérola Negra”, “O Tronco da Teia” dedica hoje o seu espaço aos filmes de piratas, género que, na nossa opinião, não é fértil em grandes obras e cuja grande maioria são candidatas a serem esquecidas. Mas como o “Tronco” está no “negócio” dos filmes esquecidos (não interpretem isto como se nós tivéssemos alguns interesses financeiros na área da distribuição cinematográfica), não podemos deixar escapar a oportunidade e falar do tema.
Sim, é verdade. Nunca houve uma grande adaptação de “A Ilha do Tesouro”, provavelmente o mais famoso romance de pirataria alguma vez escrito. Nem a inefável versão da Disney, nem o apagado Long John Silver de Charlton Heston ou “Os Marretas na Ilha do Tesouro” (embora possa servir de desculpa para ver mais uma vez, Cocas, Gonzo, Animal e companhia).
Mas quem quiser ver bons filmes de piratas sempre pode recorrer a “Capitão Blood”, de Michael Curtiz, um dos mais famosos filmes de Errol Flynn (o seu filho Sean Flynn tentou uma investida no género com “O Filho do Capitão Blood”), “The Crimson Pirate”, com Burt Lancaster, ou “O Tesouro do Barba Ruiva” (“Moonfleet”), de Fritz Lang – é discutível se se pode considerar este último como um filme de piratas, mas como é um dos favoritos de “O Tronco da Teia” não podíamos deixar de fazer referência a este clássico.
Para um olhar mais em pormenor não escolhemos um Errol Flynn, qualquer uma das três versões de “Revolta na Bounty” ou até mesmo o óbvio “Abbott e Costello contra o Capitão Kidd”. O objecto cuja descoberta hoje propomos é simplesmente “Piratas” do recém-oscarizado Roman Polanski.

“Piratas”(“Pirates”)
Ano: 1986
Realizador: Roman Polanski
Actores: Walter Matthau (Cap. Bartholomew Red), Cris Campion (Forg), Damien Thomas (Don Alfonso), Olu Jacobs (Boomako) e Charlotte Lewis (Dolores)
Disponível em VHS. Sem lançamento em DVD, embora seja de prever que, com esta piratamania, uma edição seja lançada no mercado durante os próximos meses.


Para dizer a verdade, não há nada de especialmente memorável neste “Piratas”. A história não é particularmente interessante (tudo gira em torno de um trono de ouro azteca – ou maia ou inca, não nos lembramos muito bem), o elenco não está lá muito inspirado e o próprio Polanski, que já não fazia um filme há oito anos também não parece muito preocupado em fazer um filme interessante (perdoem o excesso dos advérbios de modo, mas estão lá para reforçar a ideia), mesmo que este tenha sido o produto de uma obsessão pessoal. Escusado será dizer que foi um fracasso e Polanski ficou mais uns anos sem fazer filmes
Por outro lado, o que dissemos atrás não é bem verdade. “Piratas” é um filme completamente (mais um advérbio de modo) falhado se for visto como um filme de capa-e-espada, uma aventura marítima de caça ao tesouro com vilões desdentados e heróis de barba impecável, mas como uma paródia tem os seus momentos. E conta com Walter Matthau, que constrói um irresistível Capitão Red, de perna de pau, cara de mau e um irregular sotaque “cockney”.
Alguns momentos a ter em atenção entre muitos:
- a cena inicial em que um esfomeado Capitão Red persegue o seu imediato Frog numa pequena jangada no meio do oceano pensado que este é um frango.
- quando Red e Frog estão a bordo do galeão espanhol e têm de decidir entre os dois como dividir um rato para o comerem. A cabeça ou o rabo?
Se acham que este filme é mau, experimentem ver “A Ilha das Cabeças Cortadas”, um monumental “flop” que Renny Harlin fez para a sua noiva da altura Geena Davis.

|

Por Eduardo D. Madeira Jr.

Blogs
Academy Members
Links
Weblog Commenting and Trackback by HaloScan.com

This page is powered by Blogger. Isn't yours?

EMAIL aberto a crí­ticas, sugestões, ameaças de morte e declarações de amor EduardoMadeira

Últimas teias

Me aguardem... ::: Google works in mysterous ways VIII Pois é, as pe... ::: Tonight only "Moonfleet - O Tesouro do Barba Rui... ::: O melhor filme que vi em 2006 ::: James Brown (1933-2006)The Godfather of Soul. Tenh... ::: Uma prenda de mim para mim"Uma viagem com Martin S... ::: Google works in misterious ways VII Confesso que e... ::: A parceria Tirado do Jornal de Letras desta quinz... ::: A constatação Este blog nunca dará um livro... ::: Breaking News Esqueçam, para já, o festival de bla... :::

Teias cheais de teia

08/01/2003 - 09/01/2003 ::: 09/01/2003 - 10/01/2003 ::: 10/01/2003 - 11/01/2003 ::: 11/01/2003 - 12/01/2003 ::: 12/01/2003 - 01/01/2004 ::: 01/01/2004 - 02/01/2004 ::: 02/01/2004 - 03/01/2004 ::: 03/01/2004 - 04/01/2004 ::: 04/01/2004 - 05/01/2004 ::: 06/01/2004 - 07/01/2004 ::: 07/01/2004 - 08/01/2004 ::: 08/01/2004 - 09/01/2004 ::: 09/01/2004 - 10/01/2004 ::: 10/01/2004 - 11/01/2004 ::: 11/01/2004 - 12/01/2004 ::: 12/01/2004 - 01/01/2005 ::: 01/01/2005 - 02/01/2005 ::: 02/01/2005 - 03/01/2005 ::: 03/01/2005 - 04/01/2005 ::: 04/01/2005 - 05/01/2005 ::: 06/01/2005 - 07/01/2005 ::: 07/01/2005 - 08/01/2005 ::: 09/01/2005 - 10/01/2005 ::: 10/01/2005 - 11/01/2005 ::: 11/01/2005 - 12/01/2005 ::: 01/01/2006 - 02/01/2006 ::: 02/01/2006 - 03/01/2006 ::: 04/01/2006 - 05/01/2006 ::: 09/01/2006 - 10/01/2006 ::: 10/01/2006 - 11/01/2006 ::: 11/01/2006 - 12/01/2006 ::: 12/01/2006 - 01/01/2007 ::: 01/01/2007 - 02/01/2007 ::: 09/01/2007 - 10/01/2007 ::: 09/01/2008 - 10/01/2008 :::

O Blog do cinema esquecido, o bom e o mau. Por Eduardo D. Madeira Jr

Get awesome blog templates like this one from BlogSkins.com