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quarta-feira, janeiro 19, 2005

3:19 da tarde
A experiência

A sala 6 do complexo de cinemas Millenium Alvaláxia é o único cinema do país que está a exibir o mais recente (e provavelmente último) filme de Ingmar Bergman, porque é a única que tem condições de projectar "Saraband" da forma como o realizador sueco o pretende, ou seja, com projecção digital. Ora, numa bela tarde de sexta-feira, dia seguinte à estreia, decidi espreitar "Saraband". Seria a segunda vez que veria um filme de Bergman no cinema, depois de ter visto há uns anos "Fanny e Alexandre" numa reposição.
Para uma sessão da tarde, a sala estava razoavelmente preenchida, o que se compreende por ser o último filme de Bergman e por ser a única sala que o exibe. E a fauna era variada. Alguns, por certo, descobriam Bergman pela primeira vez, outros, cúmplices de outros tempos, reatavam uma velha amizade que há muitos anos não conhecia desenvolvimentos.
Não querendo ser elitista, há coisas que não espero ver na projecção de filmes de Ingmar Bergman e uma delas é o consumo ruidoso de pipocas - e como eu odeio de pipocas no cinema, em qualquer filme; por que não bifanas ou pregos, pelo menos são silenciosos - acompanhado pela sucção de refrescos através de um pequeno objecto cilídrico e oco, vulgo palhinha. Bastava estar um pouco atento para se ouvir os sons provenientes da fila de trás, enquanto a jovem Karin explicava a Marianne a dureza das aulas de violino ou as alterações comportamentais provocadas pela menstruação. Cada palavra que se escutava do ecrã misturava-se com o sorver barulhento de uma bebida e com o mascar sucessivo daqueles objectos comestíveis que vieram ao mundo como simples grãos de milho.
Quatro cadeiras ao lado, um espectador sofria intensamente com o drama familiar do pai Johan e do filho Henrik. Johan desancava violentamente o filho e o referido espectador não era capaz de se conter e manifestava-se como se de uma telenovela se tratasse ou como se estivesse a assistir a um jogador do Benfica falhar um golo a dois centímetros da baliza. "Como é que é possível?", gritou várias vezes, enquanto soltava sons onomatopaicos de decibel variável dignos dos desenhos animados do Bugs Bunny.
Indiferente a este ambiente, a rapariga da fila da frente comunicava furiosamente por SMS, por certo a contar todos os pormenores da intriga de "Saraband" a quem estava do outro lado da linha. Como terá ela descrito em mensagem de texto o campo-contracampo de nú geriátrico de Johan e Marianne?

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Por Eduardo D. Madeira Jr.

segunda-feira, janeiro 10, 2005

9:27 da tarde
Google works in misterious ways V

Hoje só tenho tempo para isto. Aqui fica mais um capítulo de cibernautas que chegaram a "O Tronco da Teia" através do motor de busca Google:
- sexo em grupo (vários, possivelmente do mesmo grupo)
- roupa de zorro (estranho fetiche)
- o fim do realismo socialista (um cibernauta culto, sem dúvida)
- filme porno iraquiano (será que há?)
- filmes de masturbação (por que não comprar um espelho?)
- eduardo marinha inglesa (???)

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Por Eduardo D. Madeira Jr.

quarta-feira, janeiro 05, 2005

8:45 da tarde
O beijo



Aishwarya Rai é, para quem não sabe, uma das mais famosas actrizes indianas do momento - e uma das mulheres mais belas do mundo - e está quase a dar o salto de Bollywood para Hollywood. E admite que poderá dar beijos nos seus filmes americanos, algo que nunca fez na Índia. O assunto, claro, promete dar que falar.
P.S. - "O Tronco da Teia" dá as boas vindas a todos ao glorioso ano de 2005, que promete ser tão bom como 2004. Não nos percam de vista, continuamos bem vivos.


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Por Eduardo D. Madeira Jr.

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